Revisão no Cadastro do Bolsa Família detecta irregularidades e prejuízo supera R$ 35 bilhões

O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou uma análise nos cadastros do programa Bolsa Família e encontrou diversas falhas, o que pode resultar em um prejuízo aos cofres públicos superior a R$ 35 bilhões. O estudo examinou mais de 2.600 famílias e constatou que 40% dos cadastros apresentam inconsistências de renda, enquanto 30% possuem problemas na composição familiar, o que tornaria 22,5% destas famílias inelegíveis ao benefício.

Imagem: KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Estima-se que cerca de 4,7 milhões de pessoas estejam recebendo o Bolsa Família de forma indevida. Dentre as recomendações emitidas pelo TCU está aprimorar o sistema de autonotificação, identificar os responsáveis por fornecer informações falsas e aprimorar o controle. Além disso, tornar obrigatória a apresentação do CPF e comprovante de residência.

O Ministério do Desenvolvimento Social afirmou que, ao assumir em janeiro de 2023, o governo se deparou com graves distorções na base de dados do Cadastro Único. Desde então, foram iniciados trabalhos para retomada das ações de qualificação cadastral, verificação de renda e cadastro. A pasta definiu que as famílias com pendências não poderão ingressar no programa até que regularizem a situação. Além disso, foi criada a rede federal de fiscalização composta pelo MDS, pela Controladoria Geral da União, pela Advocacia Geral da União e pelo Ministério da Gestão.

Fonte: Estadão

*Com informações da repórter Luciana Verdolin