Novo governo de Lula enfrenta resistência a proposta de PEC da Transição

Reações negativas à “PEC da Transição” proposta pelo novo governo eleito estão causando controvérsias. A intenção é garantir que o Auxílio Brasil seja mantido em R$ 600 e um aumento real do salário mínimo acima da inflação. As críticas vieram de diversos lados, incluindo do vice-presidente e senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que alertou para um possível rombo de R$ 200 bilhões nas contas públicas e questionou o compromisso do novo governo com o equilíbrio fiscal. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), importante aliado do PT, também criticou a proposta, sugerindo que o governo busca alternativas no Tribunal de Contas da União ao invés do chamado Centrão.

Mudança de Estratégia

A deputada federal e presidente do Podemos Renata Abreu acredita que será difícil aprovar a proposta devido à postura conservadora do congresso. Segundo ela, o governo precisará analisar cuidadosamente o orçamento, uma vez que qualquer aumento de gastos sem equilíbrio financeiro terá repercussões negativas no longo prazo.

Preocupações Econômicas

A proposta de furar o teto de gastos em 2023 surpreendeu economistas, que apontam a necessidade de explicar a origem dos recursos para financiar as medidas. Daniel Cury, diretor da Instituição Fiscal Independente, alerta para o impacto permanente nas contas públicas e a necessidade de sustentabilidade a médio prazo. O professor de economia do Ibmec-Rio Aroldo Monteiro também expressa preocupações sobre a pressão inflacionária e a reação do mercado diante de uma política fiscal frouxa no início do novo governo.

*Com informações do repórter Paulo Edson Fiore