O Ministério da Educação anunciou na última segunda-feira (20) que o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) passará por alterações significativas em sua metodologia de classificação a partir do ano letivo de 2024. Essas mudanças estão alinhadas com as emendas introduzidas na Lei de Cotas (Lei n. 14.723/23), sancionada em novembro de 2023, e visam aprimorar o sistema de cotas, garantindo maior equidade no acesso à educação superior para grupos historicamente subrepresentados.

Principais mudanças no Sisu:

Classificação Sequencial: a partir de 2024, os candidatos serão classificados na modalidade de ampla concorrência antes da classificação dos cotistas, garantindo uma distribuição mais justa das vagas reservadas.
Cotas Específicas para Quilombolas: as cotas serão mais direcionadas para atender às demandas das comunidades quilombolas, garantindo um acesso mais igualitário à educação superior.
Redução da Renda Familiar: a nova legislação estipula uma redução na renda familiar exigida para a reserva de vagas, permitindo que mais estudantes tenham acesso às cotas.
Inclusão dos Quilombolas na Reserva de Vagas para Pessoas com Deficiência: os quilombolas agora serão incluídos na reserva de vagas destinadas a pessoas com deficiência, refletindo o compromisso em garantir oportunidades igualitárias para todos os grupos minoritários.
Garantia de Vaga por Modalidade de Cota: a nova regulamentação estabelece a garantia de ao menos uma vaga para cada reserva por modalidade de cota, proporcionando maior segurança aos candidatos.
Arredondamento para Cima nas Etapas de Cálculo: as etapas de cálculo serão arredondadas para cima, assegurando que as pontuações dos candidatos sejam consideradas com maior precisão.
Essas mudanças se estendem aos processos seletivos próprios das instituições públicas federais, impactando significativamente o processo de seleção a partir de 2024. O objetivo é promover um sistema de ensino superior mais inclusivo e igualitário no Brasil, garantindo que todos os estudantes tenham oportunidades justas de acesso à educação superior. Com a implementação dessas novas diretrizes, espera-se que mais jovens brasileiros tenham a chance de realizar seus sonhos acadêmicos e contribuir para o desenvolvimento do país.

Fonte: Ministério da Educação