Especialistas alertam para as consequências da proposta do novo governo para a economia

A proposta apresentada pela equipe de transição do novo governo tem gerado preocupação no mercado, que reage de forma negativa aos anúncios e declarações do presidente eleito, Luis Inácio Lula da Silva (PT). A proposta visa manter o Auxílio Brasil, que voltará a ser chamado de Bolsa Família, em R$ 600, causando impacto negativo nas cotações das empresas na Bolsa de Valores brasileira e disparada no valor do dólar. A ausência de um ministro da Fazenda para esclarecer os planos econômicos também aumenta a incerteza.

Pablo Valadares/ Câmara dos Deputados – 16/11/2022 Geraldo Alckmin
Geraldo Ackmin, vice presidente eleito e coordenador da equipe de transição, entrega PEC ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)

Análise de Especialistas

De acordo com Rodrigo Moliterno, Head de Renda Variável da Veedha Investimentos, a falta de definição quanto às diretrizes da proposta, como duração e financiamento, é fator de preocupação. Ele classifica a proposta como “PEC do Apocalipse” e critica a falta de comprometimento fiscal por parte do novo governo.

Igor Lucena, economista e doutor em Relações Internacionais, destaca que o mercado já precificava uma proposta com gastos entre R$ 50 bilhões e R$ 70 bilhões, mas a sugestão de quase R$ 200 bilhões criou estresse. Ele alerta que a aprovação desse montante levaria a uma explosão da dívida pública nos próximos anos, ultrapassando os limites desejáveis. Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, a PEC da Transição é um dos principais fatores para o crescimento da dívida pública, que pode chegar a 95,3% do PIB até 2031.

Previsões para Aprovação

Ambos os economistas preveem que o valor aprovado pelo Congresso Nacional será, no máximo, R$ 80 bilhões, com o Auxílio Brasil sendo custeado fora do teto de gastos e válido somente para o próximo ano.

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