Mercado financeiro reage de forma pessimista às propostas do governo Lula que visam retirar o Bolsa Família do teto de gastos e à confirmação do ex-ministro da Fazenda na equipe de planejamento

As decisões e discussões sobre o futuro do orçamento brasileiro geraram uma reação pessimista no mercado financeiro diante das propostas da equipe do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira, 10. Após a confirmação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega como parte da equipe de transição e do discurso de Lula sobre aumentar despesas para investir em programas sociais, o dólar apresentou uma alta de 4,09%, enquanto o Ibovespa sofreu uma baixa de 3,35%, com 109.775,46 pontos. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,3968 reais, representando a maior alta percentual diária desde 16 de março de 2020. A variação também é uma resposta à inflação dos Estados Unidos, que atingiu seu nível mais baixo desde janeiro de 2022, ficando em 7,7%, um valor abaixo do esperado por analistas, de acordo com o consenso do Market Watch. Enquanto isso, a bolsa brasileira perdeu 3.804,63 pontos. “O mercado fica nervoso à toa. Eu nunca vi um mercado tão sensível como o nosso. É engraçado que esse mercado não ficou nervoso com quatro anos do Bolsonaro”, declarou Lula.

Em defesa das propostas do novo governo, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou que a adoção da chamada PEC da Transição não é incompatível com a responsabilidade fiscal. Para a equipe de Lula, o orçamento aprovado para 2023 não é suficiente para que o Estado cumpra suas responsabilidades com a população. E a proposta tem como objetivo incluir no novo orçamento público parte das promessas de campanha do Partido dos Trabalhadores, como a manutenção do valor de R$ 600 para o Bolsa Família a partir de janeiro, e excepcionalizar as medidas do atual teto de gastos. A previsão é que a medida gere um gasto adicional de R$ 200 bilhões aos cofres públicos. O valor seria necessário para a manutenção de programas sociais, políticas voltadas para o combate à pobreza e aumento de investimentos públicos, principalmente em infraestrutura. “Se alguém teve responsabilidade fiscal foi o governo Lula. Isso não é incompatível com a questão social. O que precisa é a economia crescer, esse é o fator relevante e aí é importante investimento, público e privado, recuperar planejamento e bons projetos. Essas oscilações de mercado nos dias de hoje tem inclusive questões externas, além da questão local”, ponderou Alckmin.

![Bolsa de valores B3](https://jpimg.com.br/uploads/2022/11/2022-11-08t142837z_1_lynxmpeia70mt_rtroptp_4_brazil-economy-674×450.jpg)

Fonte: [Reuters/Amanda Perobelli](https://jpimg.com.br/uploads/2022/11/2022-11-08t142837z_1_lynxmpeia70mt_rtroptp_4_brazil-economy-310×207.jpg)

Reação do mercado indica preocupação com a responsabilidade fiscal do projetos do governo Lula

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu as propostas do novo governo, afirmando que a adoção da chamada PEC da Transição não é incompatível com a responsabilidade fiscal. Para a equipe de Lula, o orçamento aprovado para 2023 não é suficiente para que o Estado cumpra suas responsabilidades com a população. E a proposta tem como objetivo incluir no novo orçamento público parte das promessas de campanha do Partido dos Trabalhadores, como a manutenção do valor de R$ 600 para o Bolsa Família a partir de janeiro, e excepcionalizar as medidas do atual teto de gastos. A previsão é que a medida gere um gasto adicional de R$ 200 bilhões aos cofres públicos.

Fonte: [UOL Economia](https://economia.uol.com.br/stock-market-news/2022/11/10/mercado-reage-negativamente-a-propostas-da-equipe-economica-de-lula.htm)